segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Troca equivalente?! - O relato de uma extração de ciso.

Já dizia Fullmetal Alchemist, que para ganhar algo você tem que dar algo em troca. Eu acabo de sacrificar dois dentes cisos, três dias sem aula e sete sem kung fu por um pouco de paz e muito mimo. Horas depois da cirurgia, eu já ganhei cafuné da minha mãe, mimo de papai e até massagem nos pés ( OFERECIDA, não pedida) do meu namorado. Mesmo do meu irmãozinho noob eu ganhei um aperto de mão de boa sorte antes e ele companhia enquanto mamãe saiu pra comprar os remédios e o tanto meu namo, quanto meu pai estavam no trabalho.

Antes de entrar na sala, como todo ser humano normal, o desconhecido guiou meu inconsciente me fazer sentar bem próximo à porta de saída. Mas uma Sra., que esperava a filha sair de uma operação antes da minha, encheu minha bola ao dizer que imaginava que eu tinha 16 anos!(Sim, já cheguei numa idade que a idade começa a perseguir você.). Isso e as conversas da sra. com mamãe foram suficientes para me distrair do pré-operatório.

Como toda boa menina que sofre de insônia, o remédio que me deram não durou muito. Como toda boa praticante de kung fu, procurei dominar, com sucesso, a vontade de sair correndo do consultório, mesmo tendo ficado tão tensa, que perdi a mão esquerda pra dormência(Que foi? Eu sou praticante, não um herói chinês. Eu não corri, ok? Isso basta u.ú). Ao final da extração de "Dois cearences"(a piada foi do dentista, queridos colegas cearences), Dr. Rômulo me congratulou pela coragem e por ser uma paciente exemplo de tranquilidade ( Ah, as fantasias emocionais... Que faria sem elas? xD). Ele disse que teria me dado um doce se isso não fosse totalmente incoerente com a profissão dele.

Agora que a anestesia está passando, sinto o quanto essas budeguinhas doem, mas dor não tipo de chorar, mais do tipo que irrita, que dá vontade de morder alguém (não que eu pudesse fazer isso de qualquer maneira, então tá tranquilo.). "Disse" ao Maguinho [meu namo] que parece daquela vez que lutei com Márcio(um dos professores), como se uma mão bem grande tivesse me dado uma mãozada, leia-se, nada com que eu já não esteja acostumada. Ah! Coloquei "disse" por estar proibida de falar até amanhã, logo minha comunicação está completamente a la Celty de Durarara, ou seja, 100% escrita, hora no pczinho, hora no celular. Vale dizer que meu irmão me zoou muito por ter que ficar calada por 24hrs, desejando que pudéssemos fazer o mesmo com o Mago.

Enfim, de uma perspectiva bem otimista, estou até no lucro. Ok, estou de molho, calada e sem dois dentes, mas ao menos consegui o que vinha brigando uns tempos atrás que é um tempo junto com minha família. Isso e, claro, muito mimo, risadas(via emoticon, porque ainda dói fazer expressões mais amplas) e até um empurrãozinho na dieta, já que não dá pra comer muita coisa. Legal, não?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Por vezes...

Ele, às vezes, odiava-a.
Odiava como ela sempre parecia achar algo divertido, até mesmo se estivessem discutindo algo sério. Aquele sorriso bobo, estampado em sua face. Como ele sempre ria enquanto falava que não se preocupasse.
Ele odiava o modo como ela andava descansadamente, agindo como se nada importasse no mundo. Como se não desse a mínima atenção. Talvez não desse mesmo, mas ele a conhecia muito bem. Acreditava que havia muito mais coisas que ela sabia, do que, eventualmente, revelaria. E isso causava toda sorte de problemas, uma enorme bagunça, que ele sempre teria que ajudar a consertar. Afinal, ela nunca explicava nada com antecedência, quando preparativos poderiam ter tornado tudo mais simples. Não, quase sempre tudo terminava tomando o caminho mais complicado.
Odiava, também, aquele chapéu e como este sempre encobria e sombreava-lhe o olho, impedindo-no de vê-los. Aqueles olhos sutilmente maliciosos e apaixonantes. Olhos, que o deixavam de respiração suspensa quando se encontravam com os dele.Olhos, que amava ver contemplando-no, em ternura, tarde da noite.
Ele amava sua voz, que, algumas vezes, dizia o que havia de mais inteligente e outras, o de mais exasperante. Ele gostava de, simplesmente, sentar e ouvi-la falar; algumas das historias mais bobas, que inventava, ou as mais saudosas lembranças. Fazendo-no, por vezes, estremecer ao usar aquele tom especialmente reservado para quando estivessem a sós.
Amava a maneira como ela estava sempre ali, esperando por ele. Esperando até que estivessem fora das vistas alheias, para, então, envolvê-lo num abraço estreito e saudoso. Ela sempre o recepcionando, nunca aborrecida ou transtornada demais, por mais longa que houvesse sido o tempo distantes um do outro. Ela, entretanto, pousaria ternamente as mãos em seu rosto e o beijaria suavemente, com todo o significado de “boas vindas”, implícito.
Sim, ele,por vezes, amava-a.

-x-x-x-

Waaa *-* nem acreditei quando achei esse texto no meio das bagunças velhas... Mas fiquei feliz. Ele é uma adaptação de um texto que já existe no inglês, cujo autor me é desconhecido. Resquícios do curso de letras são felizes... Nostálgicos, mas bem felizes. 


domingo, 23 de janeiro de 2011

O Carro

São três da manhã e ela ainda espera no meio do caminho por um sinal dos céus. Ou melhor: um táxi. Ele a deixara esperando novamente, no meio de um dilúvio, com um pneu furado; a situação não era nada boa.
- O que mais pode acontecer?
Bem, podia acontecer algo mais, e aconteceu. Um carro pára, atende ao seu sinal de carona, mas não sem antes lhe dar um belo banho, passando por uma poça d'água, na qual ela já tinha enfiado o pé dentro.
O motorista do velho chevete tinha um olho de vidro, que insistia em rotacionar a cada vez que ele sorria. E ele estava bem sorridente. Tentava puxar assunto insistentemente: falava sobre o tempo, a chuva torrencial, notícias da cidade...
- Droga! Só acontece comigo! Ah, mas ele me paga!
Eu bem que discordaria dela, mas sou apenas uma narradora em terceira pessoa, não? Voltando a história da moça azarada, ela já estava quase adormecendo no banco quando lhe ocorreu um pensamento estranho, mas que fazia bastante sentido:
- E se ele não me levar pra casa?
Começou a ficar realmente assustada. Estava num carro com um total desconhecido e só agora se lembrava de sua mãe dizendo para não falar com estranhos:
- Eles nem sempre são confiáveis, minha criança!
Ele pára o carro. O coração dela dispara. Ele desce e ela se prepara para o pior.
- Tchau, moça. Pode ficar com o carro.
- Mas...O quê?!? Por quê?
- É seu, mas sugiro que a moça corra, porque a polícia já ta vindo e...
- O quê? Polícia?
- É dona moça. É que o carro é roubado, mas é só a senhora pisar fundo que na cidade dá pra pegar um táxi, tá bom?
- Ah!... Tá, tá certo. - E passou para o banco do motorista, pisando fundo, com um último pensamento:
- Ah, mas ele me paga!

-x-x-x-

Voltando às antigas postagens de textos random que já escrevi na vida. Como meu humor está mais para divertido do que pra sombrio, apesar do clima nublado, resolvi postar esse textinho.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Blá,blá,blá... Prazer em conhecer

Prazer, sou uma foragida da lei [leia-se, do curso de direito], exilada do curso de letras [maldita mudança de grade] e aventureira das grutas da psiquê [pois é, acabei mesmo em psicologia].
Escritora, frustrada ou frustrante, ainda estou para descobrir. Enquanto isso irei, simplesmente "viajando" nos meus devaneios diunos. Prazer, sou Gaby, Mei, Tsukuyo, Mitsuki,Luh, Bibi, Nadirah, Morrigan,etc. Como preferir. ^~