São três da manhã e ela ainda espera no meio do caminho por um sinal dos céus. Ou melhor: um táxi. Ele a deixara esperando novamente, no meio de um dilúvio, com um pneu furado; a situação não era nada boa.
- O que mais pode acontecer?
Bem, podia acontecer algo mais, e aconteceu. Um carro pára, atende ao seu sinal de carona, mas não sem antes lhe dar um belo banho, passando por uma poça d'água, na qual ela já tinha enfiado o pé dentro.
O motorista do velho chevete tinha um olho de vidro, que insistia em rotacionar a cada vez que ele sorria. E ele estava bem sorridente. Tentava puxar assunto insistentemente: falava sobre o tempo, a chuva torrencial, notícias da cidade...
- Droga! Só acontece comigo! Ah, mas ele me paga!
Eu bem que discordaria dela, mas sou apenas uma narradora em terceira pessoa, não? Voltando a história da moça azarada, ela já estava quase adormecendo no banco quando lhe ocorreu um pensamento estranho, mas que fazia bastante sentido:
- E se ele não me levar pra casa?
Começou a ficar realmente assustada. Estava num carro com um total desconhecido e só agora se lembrava de sua mãe dizendo para não falar com estranhos:
- Eles nem sempre são confiáveis, minha criança!
Ele pára o carro. O coração dela dispara. Ele desce e ela se prepara para o pior.
- Tchau, moça. Pode ficar com o carro.
- Mas...O quê?!? Por quê?
- É seu, mas sugiro que a moça corra, porque a polícia já ta vindo e...
- O quê? Polícia?
- É dona moça. É que o carro é roubado, mas é só a senhora pisar fundo que na cidade dá pra pegar um táxi, tá bom?
- Ah!... Tá, tá certo. - E passou para o banco do motorista, pisando fundo, com um último pensamento:
- Ah, mas ele me paga!
- O que mais pode acontecer?
Bem, podia acontecer algo mais, e aconteceu. Um carro pára, atende ao seu sinal de carona, mas não sem antes lhe dar um belo banho, passando por uma poça d'água, na qual ela já tinha enfiado o pé dentro.
O motorista do velho chevete tinha um olho de vidro, que insistia em rotacionar a cada vez que ele sorria. E ele estava bem sorridente. Tentava puxar assunto insistentemente: falava sobre o tempo, a chuva torrencial, notícias da cidade...
- Droga! Só acontece comigo! Ah, mas ele me paga!
Eu bem que discordaria dela, mas sou apenas uma narradora em terceira pessoa, não? Voltando a história da moça azarada, ela já estava quase adormecendo no banco quando lhe ocorreu um pensamento estranho, mas que fazia bastante sentido:
- E se ele não me levar pra casa?
Começou a ficar realmente assustada. Estava num carro com um total desconhecido e só agora se lembrava de sua mãe dizendo para não falar com estranhos:
- Eles nem sempre são confiáveis, minha criança!
Ele pára o carro. O coração dela dispara. Ele desce e ela se prepara para o pior.
- Tchau, moça. Pode ficar com o carro.
- Mas...O quê?!? Por quê?
- É seu, mas sugiro que a moça corra, porque a polícia já ta vindo e...
- O quê? Polícia?
- É dona moça. É que o carro é roubado, mas é só a senhora pisar fundo que na cidade dá pra pegar um táxi, tá bom?
- Ah!... Tá, tá certo. - E passou para o banco do motorista, pisando fundo, com um último pensamento:
- Ah, mas ele me paga!
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Voltando às antigas postagens de textos random que já escrevi na vida. Como meu humor está mais para divertido do que pra sombrio, apesar do clima nublado, resolvi postar esse textinho.